reflexão do dia -lol-
A forma como uma relação começa determina a maneira como termina?
Talvez o seu início não determine de forma inequívoca o destino de um namoro mas acredito que a forma como começa influencia em muito a maneira como este irá terminar ou perpetuar-se.
Por exemplo, quando um namoro começa por ser perfeito, com tudo no lugar certo, com as palavras certas, com os sentimentos certos, sem discussões, sem quaisquer obstáculos ou dificuldades, o mais provável é não se aguentar por muito tempo. Diz-me a experiência que namoros inicialmente perfeitos abrem mais facilmente as portas ás desilusões, à infelicidade.
Passo a explicar: se uma coisa começa mesmo muito bem, mais difícil será tornar as coisas gradualmente melhores, ou, será tanto mais difícil tornar as coisas melhores quanto maiores forem as expectativas desde logo alimentadas; mais fácil será que a relação evolua negativamente do que positivamente; também pode acontecer que, pelo facto de as pessoas se habituarem a esse paraíso inicial, percam a excitação logo que surja o primeiro obstáculo; pode acontecer ainda que, ao surgirem os problemas…e sem solução para esses problemas à vista, uma pessoa deixe a situação arrastar-se por tempo indeterminado, sem ter a capacidade de assumir que a magia acabou, por ainda estar presa ás imagens/memórias do início tão “perfeito” da relação. E tendo em conta as tais expectativas criadas em conjunto pela aparente perfeição inicial, qualquer final que a relação tenha…terá mais probabilidades de ser infeliz do que de ser feliz. Pois ainda que as duas pessoas consigo ficar em paz um com o outro e consigo mesmos, vai sempre ficar a tristeza de um sonho que sonharam um dia e que ficou por realizar. Agora ponham esta teoria do avesso: se uma relação começa logo por ter de lutar para sobreviver a determinadas barreiras, ela fica desde logo fortalecida para as eventuais barreiras do futuro. Talvez eu esteja a ser demasiado pessimista….ou talvez não. Talvez eu tenha visto, e vivido, muitas coisas que me fizeram pensar assim. Ou talvez eu tenha tido apenas azar e a minha experiência não sirva de exemplo a ninguém. As relações que mais perfeitas foram, foram as que da pior forma, ou da maneira mais parva, terminaram.
Actualmente tenho a meu lado uma pessoa que já conhece todos os meus podres e a quem conheço bem os defeitos, que sabe tão bem quanto eu o que é preciso para fazer uma relação funcionar: amor, respeito, força de vontade, acreditar.
A nossa relação não começou por ser perfeita, mas a sua “perfeição” actual reside na nossa vontade de vir a torná-la cada vez melhor, a cada dia. Eu acredito que ele não me vai trocar por uma qualquer novidade quando os problemas nos apanharem, e ele acredita que eu o ponho à frente dos meus problemas do passado. Ele é tudo aquilo de que preciso.


3 Comments:
oi! vim parar ao teu blog por acaso..como o texto me interessou resolvi comentar:)
concordo com o que disseste. os começos perfeitos podem ser fantásticos, mas a longo prazo n resultam e as falhas começam a tornar-se evidentes. se a relação n foi posta à prova nc, kd por fim surge um obstaculo, pode ser isso mesmo..o fim! as dificuldades e as adversidades tornam-nos mais fortes..ixo aplica-se às relações.
fica bem e continua a acreditar;)
bjs*
May 17, 2005 at 4:08 PM
Obrigado pelo comentário.
Mas concordo contigo, e no que diz respeito a relacionamentos tens toda a razão.
Numa relação aparentemente prefeita alimenta falsas expectativas em relação ao futuro, pois nada do que sentimos irá permanecer. A nossa relação com alguém não é um "sistema isolado" que continua o seu trajecto sem modificações exteriores, pelo contrário. As influências de outrem vão modificando as nossas acções que trazem consequências, por vezes graves, para a nossa relação. E apartir daí, se não houver o esforço necessário, o elo que os une acaba por quebrar,
Ora então, numa relação já de si problemática, mas onde ambas as partes estão dispostas a colaborar para que se torne mais estável, a probabilidade de ser uma relação duradoura é maior. Pois além de não haver aquela expectativa de que tudo vai acabar bem, e tal como tu salientaste muito bem já conhecemos todos os "podres" do parceiro, os seus defeitos, pois numa relação "perfeita" nem se pensa nos defeitos que acabam sempre por aparecer à superfície.
Muito bom post.
Já tens um bookmark e mal posso leio o resto do teu blog.
***
May 18, 2005 at 5:32 PM
talvez o meu inicio não tenha sido muito tumultuoso mas teve os seus precalços. apesar de tudo foi feito com cuidado, à experiência e sempre numa tentativa de não se perder a amizade que já nos ligava mas habituando-nos ao novo "estatuto".
fizeste-me pensar e és bem capaz de ter razão; obstáculos que nos façam lutar pelo que queremos até são bem-vindos até porque a perfeição até enjoa.
não sei se o que tenho irá terminar, muito menos como tal poderá acontecer. sei que não quero um fim e pelo que sei e sinto, ele também não. enquanto ambos tivermos esperança e crença nesta relação, tudo continuará. e a recordação do inicio, com problemas e tudo, será muito mas mesmo muito doce. porque nos fez o que somos hoje :)
ainda bem que tens quem precisas do teu lado, que continuem assim :D
beijinhos!
May 24, 2005 at 7:57 AM
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